CINEMAS DO RIO DE JANEIRO






O presente trabalho tem como objetivo principal trazer à memória dos cariocas, sobretudo dos antigos moradores dos subúrbios da Cidade do Rio de Janeiro, a lembrança das antigas salas de cinema de rua, hoje uma espécie praticamente extinta, que não sobreviveu ao império dos luxuosos e confortáveis cinemas dos shoppings.






CINEMAS POR BAIRROS CARIOCAS







ABOLIÇÃO


- Cine Rian.




BONSUCESSO


- Cine Paraíso;


- Melo.




BRÁS DE PINA


- Santa Cecília.




CACHAMBI


- Cine Cachambi;


- Cine Rin-Tin-Tin.




CASCADURA


- Regência.




CAMPO GRANDE


- Cine Palácio Campo Grande.




CATETE


- Cine São Luiz;


- Polytheama.




CENTRO


- Cinema Íris;


- Cine Teatro Glória (Cinelândia);


- Cine Vitória.




COELHO NETO


- Cine Novo Horizonte.




COPACABANA


- Cine Rian.




ENGENHO DE DENTRO


- Cine Belmar;


- Cine Borja Reis;


- Cine Engenho de Dentro.




ENGENHO NOVO


- Cine Santa Alice.




FLAMENGO


- Excelsior.




FREGUESIA


- Cine Cisne.




HIGIENÓPOLIS


- Cine Palácio Higienópolis.




INHAÚMA


- Cine Cruzeiro.




IRAJÁ


- Cine Irajá.




JACAREPAGUÁ


- Cine Baronesa.




MADUREIRA


- Cine Alfa;


- Cine Art-Madureira;


- Cine Astor;


- Cine Beija-Flor;


- Cine Bristol;


- Cine Coliseum;


- Cine Madureira;


- Cine Madureira 1;


- Cine Madureira 2.




MARECHAL HERMES


- Lux.




MÉIER


- Cine Bruni Méier;


- Cine Imperator;


- Cine Paratodos;


- Cine Silva Rabelo;


- Mascote;




OLARIA


- Cine Leopoldina;


- Cine São Geraldo.




PENHA


- Cine Bim-Bam-Bum;


- São Pedro.




PRAÇA DA BANDEIRA


- Cine Bandeira.




PRAÇA SECA


- Cine Ipiranga.




RAMOS


- Cine Ramos;


- Mauá;


- Olaria;


- Rosário.




RIACHUELO


- Cine Riachuelo (?).




ROCHA MIRANDA


- Cine Guaracy.




SÃO CRISTÓVÃO


- Cine Fluminense.




SÃO FRANCISCO XAVIER


- Cine Parc Brasil.




TIJUCA


- Cine Avenida;


- Cine Hadock Lobo;


- Cine Hélio;


- Cine Madrid;


- Cine Olinda;


- Cine Roma;


- Cine Velo.




VAZ LOBO


- Cine Vaz Lobo.




VISTA ALEGRE


- Cine Vista Alegre.




BAIRROS NÃO DEFINIDOS



- Cine Carmoly (Praça do Carmo ?????);


- Cine Mello (Praça do Carmo ?????);


- Cine Marajá (Rocha ou Engenho Novo ??????);


- Cine Meio-Metro (Freguesia ou Tijuca ?????);


- Tamoyo (Subúrbio. Onde ??????).

Colaboradores:

Colaboraram com preciosas informações os pesquisadores e amigos: Hugo Forain, Alberto Durao Coelho, professor Hélio Brasil, Tereza, Naida, Cila (Vista Alegre), Sansão, Alcir, Ítalo, Luiz Biato Portugal, Camille Bretas, Henrique Fonseca, Luiz Claudio Jorge da Costa Moreira, Angela, Rubens, Irany, JC Moreira, Juber Deco, Jorge Bastos Furman, Carlos Meda, Maurício Thomaz.


Pesquisa:   PAULO CLARINDO
Amigos do Patrimônio Cultural
(21)  2656-9810 ou 2261-0012 ou 9765-6038



Curso de História da Baixada



Caro amigo(a)


O IPAHB (Instituto de Pesquisas e Análises Históricas e de Ciências Sociais da Baixada Fluminense - www.ipahb.com.br ) tem o prazer de anunciar mais uma temporada do Curso de História da Baixada, que se inicia no dia 12 de setembro, já em sua nova sede. O curso é destinado a professores, comunidade acadêmica e a todos que desejam conhecer mais a fundo a história da região que foi a rota do Império para as riquezas do Brasil.


As inscrições para a nova turma estão abertas e as aulas acontecem aos sábados, entre 8h30 e 12h30, com carga total de 60 horas/aula. O custo, por aluno, será de R$ 240,00, que pode ser pago em três parcelas e inclui material didático e excursões aos locais históricos da região, com acompanhamento de professores e guias.


A nova sede do IPAHB fica na rua Professora Alayd de Souza Belém, nº 8, centro de Nilópolis (ao lado da Praça Paulo de Frontin e na esquina com Roberto Silveira).


Inscrições e / ou maiores informações podem ser obtidas pelo telefone
(21) 2691-1135 ou 2755-5602


Um grande abraço,

Professor Gênesis Torres
Presidente de IPAHB





Magé: desrespeito ao Patrimônio Histórico





Antonio Carlos Meritello Machado 8 de julho de 2009 00:12
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com


A prefeita Núbia Cozzolino não derespeita sómente os direitos de funcionários estatutários, demitindo-os ilegamente, mas o Patrimônio Histórico tombado da Primeira Ferrovia do Brasil de Guia de Pacobaíba à Inhomirim, mandando asfaltar no centro de Piabetá o trecho da linha ferroviária, no momento que o IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico Nacional-S 6 contrata a VALEC para elaborar um Projeto de Revitalização da Estrada de Ferro Mauá e o Prefeito de Petrópolis investe pela reativação do trecho entre seu município e Mágé, por entender que a volta do trem é incrementar o turismo gerando mais empregos e transporte ferroviária mais rpapido Petrópolis- Barão de Mauá, com percurso previsto de 1 hora e 40 minutos. Para protestar contra mais este ato arbitrário nos da AFPF Associação Fluminense de Preservação Ferroviária-AFP/Magé conclamos a todos participarem de manisfestação no centro de Piabetá, nesta quarta feira, 13 horas, para a qual contamos com divulgação deste importante veículo de comunicação.

Luiz Otávio (Diretor Executivo), Carlos Meritello (Administrativo), Edyr Inácio Silva (Tesoureiro), José Miguel Silva (Promoções) e Sonia Nascimento pela Comissão de Revitalização da Primeira Estrada de Ferro e AMOGP Associação de Moradores de Guia de Pacobaíba.


Telefones para contatos: 2259 9084 (Luiz Otávio)- 9498 7753/9348/7343(Meritello)
9326 2001(Sonia) - 9292 0192 (Miguel) -94053111 (Edir).




Estação de Guia de Pacobaíba-www.albertomarques.blogspot.com



PREFEITURA DE MAGÉ ASFALTA LEITO DA ESTRADA DE FERRO


Num aberto desafio ao IPHAN - Instituto do PatrimônioHistórico e Artistico Nacional – que decidira revitalizar o histórico trecho da antiga Estrada de Ferro Mauá, que ligava Guia de Pacobaíba à Vila Inhomirim, a prefeita Núbia Cozzolino, de Magé, decidiu determinar o asfaltamento de um trecho de cerca de 200 metros do leito da antiga ferrovia, no centro do distrito de Piabetá. A ferrovia foi construída por Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, e inaugurada pelo Imperador, D. Pedro II. Essa foi a primeira estrada de ferro do País e a Prefeitura de Petrópolis está interessada em restaurar a ligação ferroviária com a cidade do Rio de Janeiro, visando reforçar o turismo na região, gerando empregos e renda para a população que mora ao longo da ferrovia. Por conta disso, o IPHAN contratou a VALEC para fazer um estudo sobre a retomada do transporte ferroviário entre a cidade do Rio de Janeiro e Petrópolis.


Por conta da ordem absurda da prefeita mageense, a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, por intermédio do jornalista Carlos Meritello, e engenheiro Luiz Otavio fizeram decidiram protocolar uma denúncia no Ministério Público Estadual contra a Prefeita Núbia Cozzolino, conforme protocolo 73495. A denúncia foi formalizada nesta quarta-feria,a depois de um em 8 de julho de 2009.


Fonte:
www.albertomarques.blogspot.com/


• Na festa de lançamento do Nº 8 da revista “Pilares da História”, no Instituto Histórico da Câmara de Duque de Caxias, o jornalista Antonio Carlos Meritello, que luta pela restauração da Estrada de Ferro que ligava Guia de Pacobaíba, atual Praia de Mauá, em Magé a Petrópolis, anunciou que uma grande empresa, com larga experiência em transporte ferroviário, manifestou interesse em patrocinar a restauração da primeira ferrovia do País, inaugurada há 154 anos, por D. Pedro II.

• Segundo Meritello, a idéia básica é utilizar a antiga ferrovia em eco-turismo, além de facilitar o transporte de passageiros entre o Rio e a Região Serrana, o que reduziria o número de coletivos na BR-040 e na Av. Brasil.

• A exemplo do que foi feito em Tiradentes (MG), será possível utilizar a antiga estrada de ferro, construída pelo Barão de Mauá, como forma de exploração e conservação da Mata Atlântica, com geração de renda para as famílias que moram ao longo da antiga ferrovia, além de incentivar o turismo ferroviário, muito utilizado em outros países.

• Por falar em Meritello, o jornal por ele fundado, o “Bate Papo”, que circula entre a Barra da Tijuca e Magé, publicou em sua última edição o comentário do nosso blog sobre as comemorações do “Dia da Baixada Fluminense”, no último dia 30. Valeu, parceiro!


vinicius claro 9 de julho de 2009 08:00
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com


Prezados senhores.


Embora tenha recebido a notícia tarde para me agendar ao manifesto em favor da estação ferroviária de Pacobaíba, onde estive e admirei o local com certo pesar (estava se criando nos arredores um projeto de favela a revelia do patrimônio histórico), quero me solidarizar plenamente ao movimento e gostaria de estar informado sobre os acontecimentos e eventos, reuniões para que eu possa dar a minha contriubuição na preservação ferroviária.
Atenciosamente,
Prof. Vinicius Claro
ferromodelista



amigosdopatrimonio@gmail.com 13 de julho de 2009 15:28
Para: viniciusoclaro@gmail.com


Prezado professor Vinícius.


Fico muito grato pela sua manisfestação e solidariedade em favor da estação ferroviária de Guia de Pacobaíba e do antigo leito ferroviário da outrora E. F. Mauá, inaugurada em 1854 pelo então empresário Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá.


A notícia foi-me passada pelo amigo Meritello, que faz parte da AFPF, juntamente com o Luiz Octávio, abnegado defensor das estradas de ferro no Rio de Janeiro. Também não pude comparecer, devido a compromissos assumidos anteriormente ao evento. Vou fazer o possível para acompanhar os acontecimentos, inclusive encaminhei denúncia ao MPRJ, conforme fizera anteriormente, quando o Poder Público municipal incentivara a ocupação irregular do antigo leito ferroviário em Guia de Pacobaíba. O mesmo farei ao Ministério Público Federal. Com a força da lei e o exercício da cidadania poderemos impedir de vez a ação inconsequente e autoritária do Poder Público de Magé.


Por favor, caso queira, deixe seus telefones para contato ou entre em contato comigo (meus telefones estão abaixo!). A propósito, você é de Magé, da Baixada Fluminense ou do Rio?


Cordialmente,

C L A R I N D O
(21) 3769-4221 / 9765-6038
AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL FLUMINENSE
amigosdopatrimonio@gmail.com


Estrada de Ferro Mauá


Carlos Ferreira (carlosferreirajf@gmail.com)



POLÍCIA FEDERAL EMBARGA O ASFALTAMENTO DE FERROVIA

Depois das manifestações de entidades que defendem o patrimônio histórico e cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN - solicitou a Polícia Federal que intimasse a Prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, a suspender as obras de asfaltamento do leito da antiga Estrada de Ferro Mauá. A interdição foi feita na segunda-feira (27). Essa ferrovia, construÍda por Irineu Evangelista de Souza- o Barão de Mauá, foi inaugurada pelo Imperador Pedro II em 30 de abril de 1854 ligando Guia de Pacobaíba à Petrópolis. Tombada pelo IPHAN (Registro nº 506-T-54), não pode sofrer nenhum dano conforme artigo 23 item 4 da Constituição Federal, mas a Prefeitura de Magé iniciou uma obra sem consulta ao órgão federal e sem colocação de placa da obra, conforme exigido pelo Tribunal de Contas do Estado. O engenheiro Luiz Octavio de Oliveira diretor da AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária – espera, agora, que a Prefeitura de Magé desenterre a linha, deixando livre para circulação do trem conforme o projeto em andamento no IPHAN.
Fonte:
www.albertomarques.blogspot.com



IPHAN EMBARGA ASFALTAMENTO DE FERROVIA EM MAGÉ


alberto marques dias


POLÍCIA FEDERAL EMBARGA O ASFALTAMENTO DE FERROVIA



Depois das manifestações de entidades que defendem o patrimônio histórico e cultural, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN - solicitou a Polícia Federal que intimasse a Prefeita de Magé , Núbia Cozzolino, a suspender as obras de asfaltamento do leito da antiga Estrada de Ferro Mauá. A interdição foi feita na segunda-feira (27). Essa ferrovia, construÍda por Irineu Evangelista de Souza- o Barão de Mauá, foi inaugurada pelo Imperador Pedro II em 30 de abril de 1854 ligando Guia de Pacobaíba à Petrópolis. Tombada pelo IPHAN (Registro nº 506-T-54), não pode sofrer nenhum dano conforme artigo 23 item 4 da Constituição Federal, mas a Prefeitura de Magé iniciou uma obra sem consulta ao órgão federal e sem colocação de placa da obra, conforme exigido pelo Tribunal de Contas do Estado. O engenheiro Luiz Octavio de Oliveira diretor da AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária – espera, agora, que a Prefeitura de Magé desenterre a linha, deixando livre para circulação do trem conforme o projeto em andamento no IPHAN.



postado por ALBERTO MARQUES às 7/28/2009 09:06:00 PM 2 Comentários

Rio de Janeiro

P E S Q U I S A



Pesquisa da professora Vilma Isabel Alves de Oliveira
Ela deseja saber as seguintes informações:
1. Rios do Centro/Zona Norte e Zona Sul que foram canalizados (fotos do período anterior à canalização - rios Carioca, Comprido, Maracanã, ....);
2. Fotos/documentos do período joanino a respeito das iniciativas do reflorestamento ou iniciativas de preservação da Floresta da Tijuca;
3. Fotografias de escolas públicas do período imperial.
Agradecemos às colaborações, que posteriormente serão repassadas à ilustre professora com os devidos créditos dos colaboradores.
Cordialmente,
Paulo Clarindo
AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL FLUMINENSE
Telefones: (21) 3769-4221 / 9765-6038 / 2224-6184
Fazendas Fluminenses


De acordo com as observações feitas pelo colaborador Pedro Ernesto Fonseca Brum, listo, a seguir, algumas fazendas que não constam no Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense feito pelo INEPAC em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva.



MIGUEL PEREIRA

1. Fazenda Igapira;

2. Fazenda Capitão Marcos da Costa;

3. Fazenda Pão de Ouro.



PATY DO ALFERES

1. Fazenda Monte Alegre.



BARRA DO PIRAÍ

1. Fazenda ainda não identificada, localizada na estrada para Conservatória, possivelmente localizada no distrito de Ipiabas.



VALENÇA

1. Fazenda Paraíso.



RIO DAS FLORES

1. Fazenda Paraíso.



VASSOURAS

1. Fazenda Galo Vermelho;

2. Fazenda São Fernando;

3. Fazenda Mulungu Vermelho.



Caso alguém mais queira colaborar, será muito bem-vindo. As informações aqui divulgadas serão repassadas ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural -INEPAC (www.inepac.rj.gov.br) e ao Instituto Cultural Cidade Viva (www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/).

Aproveitamos para esclarecer que, segundo soube, por intermédio do ex-presidente do INEPAC, Marcus Monteiro, o trabalho de inventário das fazendas do Vale do Paraíba Fluminense ainda continua.
Agradecemos antecipadamente a todos os colaboradores, em especial, ao amigo Pedro Ernesto Fonseca Brum.


Cordialmente,


Paulo Clarindo
Amigos do Patrimônio Cultural Fluminense
amigosdopatrimonio@gmail.com
Telefones: (21) 3769-4221 / 9765-6038 / 2224-6184
www.amigosdopatrimoniocultural.blogspot.com

J E R I C I N Ó


Prezados amigos.



Apresento-lhe a pesquisa do dr. Frederico Fernandes Pereira, 80 anos (Engenheiro Agrimensor, CREA –147), ele se aprofunda na pesquisa etimológica para nos trazer o significado dos topônimos tupi, debruçando-se especificamente sobre o vocábulo Jericinó, " o nome pelo qual – segundo o autor- os índios Tamoio designavam o maciço montanhoso de origem vulcânica isolado na Baixada Fluminense, conhecido, atualmente como Serra de Madureira, no território de Nova Iguaçu, e Serra do Mendanha, no município do Rio de Janeiro".



Por favor, leia o artigo: www.mitrani.org.br/jericino.doc e divulgue.



Muito grato,



Antonio Lacerda de Meneses
Arquivo da Cúria Diocesana de Nova Iguaçu - RJ



JERICINÓ, um “fóssil glótico”


Frederico Fernandes Pereira


http://www.cibg.rj.gov.br-backoffice-imagens-apagm14/

No título deste estudo etimológico, tomamos de empréstimo a feliz definição cunhada pelo brasileiro sábio do passado, Everardo Adolpho Backeuser (1879-1951), que, em tese apresenta na Vª Reunião Anual da Associação de Geógrafos Brasileiros (1951), ao estabelecer de forma original, as regras e evoluções da TOPONÍMIA, definiu os nomes geográficos de etimologia desconhecida, como “fóssil glótico”. Anteriormente (1901), no entanto, o grande sábio brasileiro, Theodoro Fernandes Sampaio, na introdução de seu livro, “O TUPÍ NA GEOGRAFIA NACIONAL”, que, consideramos ser, a mais importante obra de toda a literatura brasileira, ao comentar sobre as vozes bárbaras do passado brasileiro, desaparecidas, refere-se a “sua lenta e secular fossilização, expressas nos topônimos Tupís que se conservavam, porém, com etimologias desconhecidas.


“Jericinó”, é o nome pelo qual, os índios TAMOIOS, designavam o maciço montanhoso de origem vulcânica isolado na Baixada Fluminense, conhecido, atualmente, como “Serra de Madureira”, no território de Nova Iguaçu e “Serra do Mendanha”, no Município do Rio de Janeiro. Dito vocábulo Tupí, vem sendo grafado por quase todos os autores, historiadores e geógrafos, com a letra “G” (Gericinó), o que não procede, visto que, foi reservado pelos gramáticos da língua Tupí (Anchieta, Figueira, Símpson, Adauto Fernandes, Lemo Barbosa, etc.), para referida consoante (G) o som velar ou gutural, enquanto que, o vocábulo Tupí aqui em estudo, tem som fricativo ou linguopalatal em sua letra inicial (J). À rigor, a letra “J” está ausente do linguajar Tupí, com o som que nós a empregamos, em nosso idioma português. No Tupí, dita letra vale com o “i” semivogal, fazendo um único som com a vogal posterior, como “Jandé” (iandé) nós (Anchieta – Cap. I – Letras).


DA ETIMOLOGIA


A primeira etimologia do vocábulo Tupí “Jericinó”, foi levantada por Theodoro Sampaio (1901), em seu livro “O TUPÍ NA GEOGRAFIA NACIONAL”, acima citado, no “Vocabulário Geográfico Brasileiro” , do mesmo livro, grafado com a letra “G”, nos termos seguintes:


“Gericinó - corruptela de “yarí-cin-ó”, o cacho fechado, é o perianto das flôres do gerivá, a bainha que os protege, a qual, seca, se abre em duas partes côncavas como canoas, o que o vulgo chama CATOLÉ. Nome de uma localidade e serra no Rio de Janeiro.”


Agenor Lopes de Oliveira, em sua obra, “TOPONÍMIA CARIOCA” (sem data), acompanhando a etimologia acima, com acréscimos e variações, assim define o termo TUPÍ aqui estudado:
“Jericinó – (887m) Corruptela de iarí, de airy,“em cima, sobre, no alto”, e cin-o, liso e fechado. Portanto, “morro liso e fechado em cima, no alto”, segundo penso (ver características morfológicas). Alguns autores dizem que significa “cacho liso e fechado, o perianto” (talvez analogia com o conjunto). JARIXINÓ, nas antigas cartas. M. Saint-Adholfe (111, pag. 529, Tomo I) diz: No seu cume existe uma lagoa, do mesmo nome, que abunda de excelente pescado”. (Isto parece justificar a interpretação que dou à etimologia do vocábulo Tupí. Portanto na, parte, que é lisa e fechada, está a citada lagoa). Serve de limite ao Distrito Federal e Estado do Rio. Na vertente para o D.F., pertence à freguesia de Campo Grande. É também chamada Mendanha”.
Outros autores repetem as etimologias acima transcritas, sem maiores acréscimos. O autor destas linhas, igualmente, em artigos no “Correio da Lavoura”, analisando questões outras sobre a “Serra do Jericinó”, reproduziu as mesmas etimologias aqui citadas, sem análise crítica, tendo em vista seus consagrados autores.


Posteriormente, na esteira de nossos constantes e ininterruptos estudos da idiomática Tupí, fomos despertados por algumas raízes vocabulares suspeitadas no vocábulo JERICINÓ e suas variações gráficas, presentes nas várias cartas de sesmarias de terras, concedidas por MARTIM DE SÁ, no princípio do SÉCULO XVII, na “Serra do Jericinó”.


Nos códices 158 e 158-A do Arquivo Nacional, referente às sesmarias concedidas entre 1602 e 1605, o nome de citada serra tem as seguintes grafias: “JORISINOM”, “GOYXINÕM”, “JORIXINONGA”, “JORISINÕNGA”, “JORICINÕGA” E “JEROCINOL”.


De pronto, nos chamou a atenção, a constância da terceira sílaba, que nos despertou para a possível raiz vocabular “CI”, que se traduz por “MÃE”.


Com a primeira suspeita: “ci” = “mãe”, a última sílaba, se revelou associada à primeira, sem necessidade de maiores especulações. A última sílaba, desperta a atenção para a raiz Tupí “nóng”, que se traduz por: “deitado”, como vemos em “O CADERNO DA LÍNGUA”, de FREI ARRONCHES – Vocabulário Português – Tupí, de 1739, no qual recolhemos dita raiz vocabular, com as seguintes variações:


“JENÓNG” - deitar-se – página 111
“AJENÓNG - estar deitado – página 131
“JENÓNG” - jazer – página 186


No “VOCÁBULÁRIO DA LÍNGUA BRASÍLICA”, manuscrito PORTUGUÊS – TUPÍ, embora publicado no Século XVII, é atribuído por alguns estudiosos do TUPÍ, como sendo da autoria do Padre Anchieta, na edição condensada e prefaciada por Plínio Airosa, em 1938 (S.P.), temos na página 177, os seguintes verbetes:


“Deitado estar” -
Anhenonggitupa
“Deitar-se à dormir” -
Anhenonggiepíca


O Conde Ermanno Estradelli no seu “VOCABULÁRIOS PORTUGUÊS – NHEENGATÚ e “NHEENGATÚ – PORTUGUÊS”, edição do I.H.G.B. - Vol. 158 – 1929, registra:


“Deitar” - Ienô (leia-se jenõn) - Página 169
“Estender-se deitado” - Iuienõ (leia-se jujenõn) - Página 203


No “DICIONÁRIO PORTUGUÊZ – BRASILANO e BRASILIANO – PORTUGUÊZ”, de 1975, atribuído por Plínio Ayrosa, como sendo da autoria do Frei Onofre, vemos os seguintes verbetes:


“Deitar alguém” - Mojenóng – Página 75
“Deitar-se” - Jenóng – Página 75
“Deitar-se” - “Jazer” - Jenóng – Página 244
“Curar-se” - “sarar” - Jepoçanóng – Página 244


Confrontando-se as diversas desinências aqui arroladas, com as grafias constantes das sesmarias do Século XVII, acima relacionados, vemos a presença da raiz vocabular “NÓNG”, que tem o significado de “deitado”, observando-se, que, na última das sesmarias, o escrivão, talvez por mais aguda sensibilidade auditiva, acentuou, mais que nas outras, a tonalidade final “Nól”, que muito se aproxima do som da raiz vocabular.


Assim, com as duas raízes vocabulares Tupí identificadas no termo “Jericinó”, aqui estudado, vemos uma referência a “mãe deitada” = CI: mãe e NÓNG: deitada.


Recorrendo a “GRAMÁTICA TUPÍ”, de Adauto D'Alencar Fernandes, 2ª edição, de 1960, que, no juízo do grande gramático João Ribeiro, é “a única que conheço capaz de ensinar e falar e escrever corretamente o idioma Tupí (1925)”, nela, em dita gramática, o autor, ao arrolar os fonemas consoantes ou consonâncias do NHEENGATÚ, que é o Tupí amazônico, refere-se ao fonema “GÊ” ( prefixo) e seu derivado “GERICY”, sendo este traduzido como “CAUSA DE ORIGEM”.

Chegamos, desse modo, ao que faltava para, etimológicamente, compreendermos o vocábulo Tupí “JERICINÓ”. Embora Adauto Fernandes tenha usado a grafia do fonema com a letra gutural “G”, que êle mesmo à página 93, de sua “GRAMÁTICA”, atribui a dita letra “G” o som de “guê”. Desse modo, em atenção a sua lição, nossa grafia será com “J”, com a ressalva do que dissemos sobre tal letra, no início deste estudo.


Ao se traduzir “JERICY”, como “causa de origem”, é porque aí está presente a raiz vocabular “CY” = mãe. O índio em sua cósmovisão, atribuía a existência de mãe para todos os fenômenos naturais, tudo tinha mãe. Associando, então, “JERICY” (causa de origem) com “NÓNG” (deitado) teremos: “A mãe geradora deitada”, como a tradução do vocábulo Tupí “JERICINÓ”.


Buscando a confirmação dessa etimologia, suspeitamos que fosse ela uma expressão metafórica, como nos ensina o mestre antes citado, Everardo A. Backheuser, ao qualificar as origens dos topônimos. Daí, saímos em campo, contornando a “Serra do Jericinó”, observando sua silhueta projetada no firmamento; não precisamos andar muito. Saindo de Nova Iguaçu, pela Rodovia Presidente Dutra, em direção ao Rio de Janeiro, ao chegarmos na ponte sobre o Rio Pavuna, já se nos apresentava a majestosa silhueta da “GRANDE MÃE GERADORA DEITADA”, de costas, de corpo inteiro, do cabelo estendido para trás, aos pés, com as mãos cruzadas ao peito. Porém, de tal ângulo (Rio Pavuna), aparece no pescoço da “GERADORA”, o “pômo-de-Adão (hióide – gogó). Buscando outro ângulo, chegamos ao alto do bairro “Vista Alegre”, onde, no início da colonização portuguesa, foi um dos locais da TABA (aldeia) Tamoia ACARÍ. Dali, dos fundos do bloco de apartamentos “40”, tomamos a fotografia da “MÃE GERADORA DEITADA”, que ilustra o presente estudo, sem a presença do dito hióide (gogó). Dali, da aldeia (Taba) Acarí, como ponto eminente, os índios tinham constante visão da “Serra da mãe geradora”. Igualmente, ao navegarem na Baía de Guanabara, em suas “pirógas”, tinham igual visão da mesma “Serra” que abrigava a mãe responsável pela vida.


No presente estudo etimológico, seguimos a regra de ouro recomendada pelo sábio Theodoro Sampaio, que alerta para a tarefa primeira a resolver, que é a identificação do vocábulo primitivo, para conseguir sua “restauração histórica”, e, que, “exprimem sempre as feições características do objeto denominado, como produto que são de impressões nítidas, reais, vivas, como soem experimentar os póvos infantes, incultos, no máximo convívio com a natureza” (O TUPÍ NA GEOGRAFIA NACIONAL – 1987 – PÁG. 178).


Decorre de nossa conclusão etimológica, que a grafia correta para o vocábulo Tupí aqui definido, vem a ser “JERICYNÓNG”.


DISSECANDO A ETIMOLOGIA


Para maior abono de nossa grafia inicial, do étimo Tupí aqui estudado, lembramos a Lição 1ª, do padre jesuíta Antônio Lemos Barbosa, em seu “Curso de Tupí Antigo” - pág.27, quando diz: “O “g” nunca se pronuncia como o “J”, mesmo antes de “e”, “i” ou “Y”: mo-ingé (pron. Moingué, não moinjé) = introduzir”. Esse Tupínólogo seguiu a lição do primeiro e maior mestre da língua Tupí, o jesuíta José de Anchieta, em sua “Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil”, que ensina no capítulo I (atualizada): O “g”é sempre gutural, duro: Mo-ingé (moingué) = fazer entrar”.


Cabe aduzir que, nos dicionários e vocabulários Tupí, o verbo deitar ou seu derivado deitado, traduz-se, também, dos modos seguintes:


Vocabulário da língua Brasílica (Anchieta), página 177 – Deitado estar = Aiub. Anhenongguitupa. No mesmo vocabulário temos: curar = Aipoçanõg – página 172.

“Vocabulários Portuguez-Nheengatu e Nheengatu-Portuguez”, do Conde Ermano Stradelli, página 169, temos, deitar: Ieno (leia-se jenô) – Deitar ou fazer deitar: Muienô.


“Dicionário Portuguez-Brasiliano e Brasiliano-Portuguez” (1795), reimpresso em 1934 por Plínio Ayrosa, na página 244, temos, “jenong” = deitar-se, jazer. Na página 277, vemos: “Poçanóng” = curar e “Poçanongára” = o curandeiro, o médico.


“Poranduba Maranhense” - Frei Francisco de Nossa Senhora dos Prazeres Maranhão (Francisco Fernandes Pereira) – RIHGB – Tomo LIV – Parte I, 1891, encontramos: “Poçunga” = Medicina, remédio, purga; “Poçanong” = curar; “Poçanongara” = Médico, cirurgião (pág. 260).


Pelo que vímos acima, o próprio gramático Anchieta alinha duas vózes verbais para significar deitar ou deitado: “Aiub” e “nóng”. Sendo que, o segundo verbo (nóng), é para definir quem está deitado, acamado, por estar doente, sendo medicado (poçanga), a POÇÃO de nóssas avós, compreendendo chás e banhos da medicina natural, os fitoterápicos indígenas. Daí, concluirmos que, a postura de “MÃE GERADORA” (Jericinóng), estirada de costas, com as mãos cruzadas no peito, era vista pelos índios, como àquela que está deitada por estar adoentada.